sexta-feira, 4 de julho de 2008

Lá tem. E aqui também.

. Na França tem Zidane e suas cabeçadas. No Brasil tem Roberto Carlos e suas meias.

. No Brasil tem Ronaldo, que operou o joelho duas vezes na França. E em Paris tá cheio de travesti brasileiro.

. Os franceses adoram sandálias havaianas. E sempre nos dão uma chinelada nas copas do mundo.

. O Brasil teve Fittipaldi, Senna e Piquet. A França teve Prost. Se em termos de talento eles estavam próximos, em tamanho de nariz o francês chega muito na frente.

. O general De Gaulle também era narigudo.

. Assim como o ator Gérard Depardieu.

. Não dá pra esquecer que o nasal do presidente Sarkozy é igualmente avantajado.

. Guto Goffi, baterista do Barão Vermelho, tem um nariz quilométrico, mas não é francês. O músico Manu Chao morou no Rio de Janeiro, mas não é brasileiro.

. O Brasil tem Chico Buarque, que cantou para as mulheres como ninguém. E a França tem Serge Gainsbourg, que cantou as mulheres como ninguém.

. Na França, a Brigitte Bardot embarangou legal. No Brasil, a Garota de Ipanema continua bonita.

. Uma modelo brasileira arrumou um filho com o Mick Jagger. O presidente francês arrumou uma modelo italiana só pra ele.

. Em Paris existe a praça Rio de Janeiro. No Rio de Janeiro tem a praça Paris.

. O planejamento urbano de Brasília foi feito por Lúcio Costa, nascido em Toulon, na França. A sede do partido comunista francês foi desenhada por Oscar Niemeyer.

. No Brasil, o inverno pode ser quente. Na França, o verão pode ser frio.

. A Berthillon, principal sorveteria de Paris, fecha as portas no verão. E as praias do Rio de Janeiro continuam cheias no inverno.

. Na França tem um tipo de queijo para cada dia do ano. Mas não existe requeijão, queijo minas e catupiry.

. Tem dezenas de pães diferentes, mas não existe pão francês.

. Tem escargot, mas não existe buchada de bode.

. No Brasil tem feijoada, com feijão preto. Na França tem cassoulet, com feijão branco. Apesar da diferença de cores, em termos flatulentos a devastação é igual.

. Os franceses adoram carne moída de cavalo. Eu conheço brasileiros que comem testículos de boi.

. Na França, os cachorros estão em todos os lugares. No Brasil, as cachorras estão nos bailes funk.

. A polícia brasileira não prendeu os anões do orçamento. Já a polícia francesa acabou de capturar o maior ladrão de anões de jardim do mundo.

. Na França, dizem que os brasileiros falam cantando. No Brasil, dizemos que francês faz biquinho pra falar.

. No Brasil tem o pessoal do telemarketing. Mas na França tem a Edith.

10 comentários:

Pápi disse...

Chéri,
Queijo de coalho, tem? De cabra, claro. Você sabe porque eu pergunto.
Pápi

Anônimo disse...

E queijo trança?? Tem?
Acho que ia sentir uma saudade danada de requeijão!
E leite condensado, tem?? Já ouvi dizer que não... Daí pergunto, como se faz brigadeiro por lá?
Temos que reconhecer que a culinária francesa é um absurdo de boa, mas aqui tem umas coisas que, pensando bem, não faz bem ficar sem!!
Beijocas à brasileira!
Flor

Carioca da Vila disse...

Não esquecer que no Rio tem a Praça Paris...!

Anônimo disse...

Muito bom o blog! Da uma saudade danada do ano morando na França!

Muito bom, tens mais uma leitora!

tresporquatro disse...

caramba... só faltava você falar sobre a Torre de TV daí... é quase igual à nossa, né? Né?????? :)

FabiCatarse!! disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
FabiCatarse!! disse...

Praticamente um tratado antropológico-filosófico-psico-social-comparativo, mas acima de tudo muito sensível e poético!! "No Brasil, o inverno pode ser quente. Na França, o verão pode ser frio."...poesia pura!! Parabéns pelo lindo, engraçado e inspirado texto!

Soraya Salomao disse...

Ah, que saudade do queijo minas. Na França, o verão pode ser frio. Na Estônia, o verão é frio. Plantei petúnias em minha varanda e elas acontecem de um jeito lilás e luminoso. E o Pápi sempre me deixa tão curiosa com seus comentários inteligentes, enigmáticos. Comentários que, sem dúvida, são os melhores do Chèri... e que quase sempre me largam no meio do caminho, com uma sensação de que perdi alguma coisa. Fazem baticum em meu peito. Bem mais que Edith, o Pápi faz o Chèri ainda mais interessante. E pinto vocês e suas histórias em cores tantas. Que beleza!

Nossa Brasília! E os ipês? Já mostram sua graça? Saber-te em terra-mãe e um suspiro longo. Saudações ao nosso Planalto Central... e ao pôr-vermelho-do-sol. Lindo, imponente. Aqui o pôr-do-sol tem sido lilás, como minhas petúnias graciosas. E acontece lento, quase parado, às 22:19. Sim, às 22:19.

Gosto tanto de ler você, Daniel. Tanto!

Soraya

Gigi disse...

Daniel, vc ta arrasando!
bjo,
Giovanna

.paulinha disse...

Sou uma brasileira em Paris e morri de dar risada com esse post...adoro seu blog.
Realmente, uma das maiores decepções é não ter pão francês. E mesmo se tivesse, sem requeijão ou manteiga aviação não ia ter a menor graça.
Sobre franceses, pães e queijos eu formulei algumas teorias.
Para mim franceses têm a mesma relação com queijo que esquimós com neve.

Mas essa é outra história.

À bientôt!